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Continuam Oficinas do MST na ESP-MG Postada por: suzelei.rocha, em: 29 de novembro de 2012 às 10:05

Servidoras da ESP-MG são voluntárias no cuidado das crianças durante as atividades. Foto: Suzi Rocha

por Suzi Rocha

A Saúde das Mulheres do Campo foi tema abordado no primeiro dia da Oficina Popular de Educação em Saúde Mental, com abertura dia 27 de novembro na Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG). Paralelamente às atividades da Oficina, as crianças filhas das mulheres participantes ficaram sob os cuidados de voluntários da Escola, no espaço preparado para recebê-las, a “Ciranda das Crianças”.

Já no dia 28 de novembro, houve prática corporal aplicada aos participantes; discussão do Conceito e as Experiências de Saúde do Movimento Sem Terra (MST); a Saúde Mental no MST. A Oficina deu continuidade aos debates, nesta quinta-feira, 29 de novembro, de questões relacionadas ao uso nocivo de álcool e estratégia da redução de danos; e o cuidado em Saúde Mental. Nos intervalos das discussões da temática em foco aconteciam práticas de entretenimento, como teatro, massoteparia, entre outras.

Prática corporal desenvolvida por Giffoni, ex-servidor da ESP-MG. Foto: Suzi Rocha

Valdete da Silva Cordeiro, fundadora do grupo Meninas de Sinhá de Belo Horizonte, existente há mais de 20 anos, esteve na abertura do evento e realizou apresentação juntamente dos integrantes do MST. “Trabalhamos com crianças e adolescentes, resgatando brincadeiras antigas, realizamos trabalhos com crianças em creches, visitamos mulheres e adolescentes em penitenciárias” contou.

A coordenadora do Núcleo de Redes de Atenção à Saúde da ESP-MG, Ana Regina Machado, explicou a metodologia da Oficina. “A primeira turma termina em maio de 2013. Cada oficina tem três etapas, cada uma com duração de uma semana. Serão três encontros na ESP-MG. Entre um encontro e outro, os assentamentos e acampamentos receberão a visita de um tutor que contribuirá para que esses locais possam construir uma proposta de cuidado em saúde mental e buscar viabilizar o acesso dos integrantes do MST na rede pública de saúde, quando for necessário. Queremos que, ao final deste projeto, as pessoas que são hoje as lideranças de saúde do MST e os trabalhadores do SUS possam construir formas de lidar melhor com o sofrimento mental”, afirmou.

Oficina: Conceito e Experiências de Saúde do MST. Foto: Suzi Rocha

Concretamente, esse trabalho será feito através de uma cartilha, para definir o que poderá ser feito nos assentamentos e acampamentos. A finalidade da ação é discutir formas de cuidado, como oficinas, uso de plantas medicinais e atividades que possam contribuir para a promoção da saúde e o acesso dos integrantes do MST aos serviços de saúde mental, como Centros de Atenção Psicossocial, CAPES e a própria Atenção Primária de Saúde. A ação também visa à aproximação entre os trabalhadores dos serviços públicos de saúde e população assentada e acampada, uma forma de reconhecer as particularidades dessa população.

Patrícia Cássia Duarte de Brito, pedagoga da equipe do Núcleo de Rede da ESP-MG, considera a ação como um processo de escuta junto aos integrantes do MST, para construir um processo que possa atender a realidade e as necessidades dos mesmos. “Neste aspecto é um projeto de vanguarda, que poderá beneficiar os moradores do campo, facilitando o trabalho dos agentes de saúde nos assentamentos e acampamentos”, considera.

 

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http://www.esp.mg.gov.br/noticias/continuam-oficinas-do-mst/
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