Os tutores municipais da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) da microrregião de Viçosa participaram, nos dias 19 e 20/10, do Ciclo Formativo 4 do projeto Saúde em Rede, em Viçosa. O ciclo marca a chegada à metade das ações previstas para a primeira onda do projeto de expansão no estado de Minas Gerais. O projeto, capitaneado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), tem como objetivo promover a estruturação das redes de Atenção à Saúde em Minas Gerais, por meio da organização dos processos de trabalho da APS e da AAE, na linha prioritária de cuidado materno-infantil.

Os tutores participaram das oficinas ministradas pelas analistas regionais da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova, apoiadoras da ESP-MG e analista central da SES-MG. Na sequência, serão realizadas as oficinas 7 e 8 nas Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS) dos municípios de Araponga, Cajuri, Canaã, Paula Cândido, Pedra do Anta, Porto Firme, São Miguel do Anta, Teixeiras e Viçosa, e também as oficinas 6 e 7 da AAE, que ocorrerão no Centro Estadual de Atenção Especializada (CEAE), em Viçosa.

Até o momento, foram abordadas as seguintes temáticas: Educação Permanente e Educação Continuada; Trabalho em Equipe e Trabalho Colaborativo; Modelo de Construção Social da APS; Vacinação na APS; Rede de Atenção à Saúde no SUS; Papéis da APS e da AAE no âmbito da Rede de Atenção à Saúde; Território em Saúde; Cadastramento Familiar, Classificação de Risco e Visita Domiciliar.

Créditos:Tarsis Murad

O superintendente da SRS Ponte Nova, Marcus Schitini, reforçou o contexto da importância da melhoria de trabalho entre as redes, principalmente visando o atendimento assistencial em si. "O Saúde em Rede vem proporcionar a resolubilidade da APS, por meio do encaminhamento correto dos pacientes ao devido atendimento especializado, se necessário for, desde a condição mais aguda até a condição sensível e crônica dos casos. O projeto traz uma nova visão da política assistencial, com a busca de estratégias e definição de critérios para atender de forma mais equânime os pacientes e seus municípios", pontuou.

Para a apoiadora da ESP-MG, Roberta Moriya Vaz, têm sido muito enriquecedoras as discussões realizadas durante a formação de tutores, como também nas oficinas tutoriais, com a participação dos trabalhadores da saúde. "Os temas abordados têm propiciado uma reflexão e uma análise do cotidiano de trabalho pelos próprios profissionais e equipe das UAPS e do CEAE, além de promover a melhoria da comunicação e a aproximação entre esses dois pontos de atenção, fundamentais para a atuação em rede", destacou.

Segundo a analista regional da SRS Ponte Nova, Karine Cardoso Miguel Barbosa, o projeto vem ao encontro de uma grande necessidade da saúde pública, que é a articulação de uma rede de serviços e de assistência mais resolutiva. "As ações confluem para uma melhor definição de fluxos de trabalho e organização de processos, o que culminará, consequentemente, na melhoria do atendimento à população", frisou.

Está prevista, ainda, a realização de mais quatro ciclos formativos, abrangendo conteúdos voltados ao acesso aos serviços, acolhimento e ambiência, agendamento, Modelo do Ciclo de Atenção Contínua, Atenção às Condições Agudas, Modelo de Atenção às Condições Crônicas, dentre outros.

Sobre o Saúde em Rede
O projeto iniciou-se em 2019 em um piloto na macrorregião mineira do Jequitinhonha. A expansão está sendo realizada pela SES-MG, em parceria com a ESP-MG, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), secretarias municipais de saúde e, sobretudo, com os trabalhadores do SUS que atuam na APS e nos serviços ambulatoriais especializados. A expansão pelo território mineiro se dará em três ondas.

A primeira é realizada em 19 microrregiões, entre as quais está a de Viçosa, com nove municípios. A segunda onda de expansão já teve início no mês de setembro, contemplando ainda mais territórios, conforme critérios assistenciais e estratégicos, e tem como intuito alcançar todas as cidades mineiras.

Por Tarsis Murad/ SES-MG