A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Teófilo Otoni e em parceria com a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) realizaram, nos dias 28, 29 e 30 de setembro, o terceiro ciclo de formação dos tutores municipais do projeto Saúde em Rede, com os profissionais indicados pelos 32 municípios pertencentes à área de abrangência da SRS para atuarem na implantação do projeto em seus respectivos territórios.

Créditos: Déborah Ramos Goecking

O principal foco do debate nessa terceira etapa foi a melhoria da comunicação entre o Centro Estadual de Atenção Especializada (CEAE) e as equipes de Atenção Primária dos municípios. A Atenção Primária é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Nela, são executados os serviços de nível primário de atenção, captadas as principais necessidades da população, identificados os diferentes graus de riscos de cada pessoa com determinado agravo e, se necessário, feito os devidos encaminhamentos.

As situações que não forem resolvidas neste nível de atenção, deverão ser referenciadas para os serviços especializados ambulatoriais ou hospitalares. Nesse contexto que o CEAE é inserido, com objetivo de ampliar o acesso da população aos serviços de atenção especializada ambulatorial e garantir maior qualidade de atendimento aos usuários do SUS.

A analista regional do projeto, Adriana Agosttini, enfatizou a importância dos dois serviços trabalharem de forma integrada, na lógica do trabalho em rede. "A Atenção Primária executa esse primeiro atendimento e, se preciso for, encaminha o paciente para o CEAE para procedimentos mais complexos. O CEAE atende esse paciente e retorna com ele para a Atenção Primária com o plano de cuidado de acordo com as necessidades diagnosticadas. Esse cuidado compartilhado é fundamental", afirma.

Organização das redes
O projeto Saúde em Rede busca organizar as redes de atenção à saúde, desde a Atenção Primária, passando pela atenção especializada e hospitalar, a fim de promover um melhor serviço para a sociedade.

Para o enfermeiro da Atenção Primária do município de Angelândia e tutor do projeto, Kêndeo Barbosa Fernandes, o Saúde em Rede propõe uma reorganização das etapas de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde. "Através desse projeto já conseguimos realizar algumas modificações na nossa Unidade que vão desde o acolhimento até os atendimentos nos consultórios. Conseguimos realizar, hoje, processos mais dinâmicos com os nossos pacientes", pontuou.

A equipe também debateu sobre a importância do cadastramento de 100% da população residente no território de abrangência da Unidade Básica de Saúde. "Fica como dever de casa a intensificação dessas ações de cadastramento, no sentido de vincular essas pessoas à Unidade de Saúde que lhe presta atendimento. Inclusive, trabalharemos na próxima oficina, a estratificação e classificação de risco das famílias, para organizar melhor essa assistência", finalizou Adriana.

Por Déborah Ramos Goecking/SES-MG