Hoje, dia 11 de junho, é celebrado o dia do Educador Sanitário no Brasil. O papel do educador sanitário surge na década de 1920, num contexto de epidemias, pouco acesso a moradia, saneamento e até a alimentação. As educadoras sanitárias, pois eram na maioria mulheres, atuavam na orientação da população sobre as práticas para cuidado à saúde e controle de doenças. Duas décadas depois, em 03 de junho de 1946, é inaugurada a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), com o objetivo de formar profissionais sanitaristas para o cuidado à saúde da população mineira.

A instituição foi a primeira em nível estadual do país e surge num cenário de enfrentamento a surtos de esquistossomose e ancilostomose (amarelão). A primeira turma do curso de Saúde Pública, data de 1947. Nos anos iniciais de atuação, a ESP formou várias turmas do curso de Visitadoras Sanitárias, estas profissionais atuavam na educação em saúde da população, orientando para os mais diversos cuidados. Desde então, a escola tem uma longa tradição na formação de sanitaristas, englobando as diversas áreas que surgiram na saúde ao passar dos anos.

Nas últimas décadas, a saúde pública tornou-se mais abrangente, novas áreas e formações profissionais foram surgindo, à mesma medida em que as necessidades da população mudavam e a transição epidemiológica transformava o cenário de doenças. Hoje, não existe mais o curso de Educador Sanitário ou de Visitadora Sanitária, mas um grande número de profissionais, além dos sanitaristas (Especialistas em Saúde Pública), desempenha o papel de educador sanitário, orientando e assistindo a população.

Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988, programas mais abrangentes como o Saúde da Família (1994), hoje denominado estratégia (ESF), surgiram. O Agente Comunitário de Saúde (ACS), atuante na ESF, visita todo mês a casa de toda a população cadastrada, além dele, o Agente de Combate a Endemias, pela Vigilância em Saúde, também. Estes profissionais informam e orientam a população sobre cuidados e prevenção de doenças. Somam-se a eles um vasto leque de profissionais, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos, educadores físicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, dentistas, técnicos em enfermagem, saúde bucal, dentre outros, que atuantes no sistema público, seja em visitas domiciliares ou no acolhimento e assistência nas unidades de saúde, desempenham este papel.

 Arquivo ASCOM/ESP

A qualificação destes profissionais é fundamental para a assistência à saúde da população. O SUS é um sistema universal que atende milhões de pessoas diariamente, nas mais diversas áreas e níveis de atenção. Em seus 75 anos de atuação, a ESP-MG concentrou esforços na formação para a Saúde Pública, englobando as mais diversas áreas e atividades para uma educação sanitária abrangente.

A lista de formação da Escola inclui, além da especialização em saúde pública, a qualificação de trabalhadores da saúde da saúde mental, gestão e assistência hospitalar, atenção primária, agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, técnicos em saúde bucal, enfermagem, vigilância e hemoterapia, trabalhadores do sistema prisional, conselheiros de saúde, comunicadores, agentes do direito sanitário e outras. Atualmente, em diferentes níveis, todas estas formações possibilitam que estes profissionais atuem como educadores sanitários.

Neste dia, é importante destacar o papel formador da ESP-MG na educação sanitária do estado, como integrante do Sistema Estadual de Saúde (SES, FUNED, FHEMIG e HEMOMINAS). A qualificação de profissionais de saúde possibilita a manutenção das políticas públicas de saúde no estado e no SUS. Para implantar programas e ações, informar e orientar a população em suas mais diversas necessidades de saúde, os trabalhadores devem estar inseridos em processos de educação permanente, que possibilitem a assistência e educação sanitária de qualidade para todos.

Texto produzido para o Blog da Saúde MG.
Autor: Jean Alves - Jornalista Sanitarista - ESP-MG

Por ASCOM/ESPMG

Enviar para impressão