Os trabalhadores da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), responsáveis pela formulação e execução das ações educacionais de formação e qualificação das equipes que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais, também frequentam as salas de aulas em busca de aprimoramento de seus conhecimentos. 

Atualmente, 24 trabalhadores da instituição participam de algum curso de qualificação, sejam graduações, especializações lato e stricto sensu, nas mais diversas áreas, como Administração de Empresas, Ciência Política, Direito, Educação em Saúde, Educação Profissional em Saúde, Enfermagem, Processos Educacionais na Saúde, Processos Gerenciais, Psicologia Social, Rede de Computadores, Saúde Coletiva, Sistemas de Informação e Vigilância em Saúde.

Destes trabalhadores, dois também são alunos da própria instituição, nos cursos de especialização em Direito Sanitário e Saúde Pública.

Segundo o diretor-geral da ESP-MG, Edvalth Rodrigues Pereira, a constante busca pelo conhecimento desses profissionais resulta em ganhos para o SUS. “Um corpo técnico qualificado, atuante e detentor de importantes saberes fortalece a instituição e aprimora nossas ações educacionais”, afirma.

Edvalth destacou ainda a importância do Programa de Capacitação de Recursos Humanos (PCRH), que trouxe a possibilidade da ESP-MG produzir potentes intercessões entre estudos e trabalho. “Esse incentivo permite que os trabalhadores se dediquem aos estudos e às atividades profissionais e concluam com aproveitamento os cursos, realizando assim o compartilhamento de conhecimentos na instituição, com parceiros e sociedade”, disse.

PCRH

O PCRH, conduzido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), é destinado a apoiar a formação e capacitação de recursos humanos dos órgãos e entidades da administração direta e indireta do Governo do Estado de Minas Gerais.

Atualmente, 13 instituições estaduais participam, sendo que nos últimos quatro anos, o PCRH beneficiou onze trabalhadores da ESP-MG com bolsas de mestrado e doutorado, além de ter permitido a realização de diversos treinamentos coletivos que favoreceram a ampliação de debates internos, sobre temáticas de relevância que surgem no cotidiano do trabalho. Isso tem favorecido melhorias nos processos de trabalho e na oferta de ações de educação e de pesquisa em saúde.

A superintendente da ESP-MG, Fernanda Maciel afirma que é perceptível a ampliação da capacidade de reflexão crítica do trabalhador da Escola que tenha passado por processos formativos em seu campo de atuação. “Isso fortalece a atuação da ESP, enquanto instituição de ensino que acredita na contínua transformação das práticas em saúde no SUS”, conclui.

Instituições

Entre as instituições formadoras que os trabalhadores da ESP-MG estudam estão o Centro de Pesquisas René Rachou (Fiocruz Minas), Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), Instituto de Ensino e Pesquisa Sírio-libanês, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), entre outras.

Por Sílvia Amâncio