Na última quinta-feira (17), referências técnicas da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), participaram de reunião na Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) com o grupo condutor dos “Comitês populares para enfrentamento do Aedes aegypti”, uma proposta de vigilância comunitária em saúde, de base territorial, que visa o fortalecimento da mobilização social para o enfrentamento da tríplice epidemia de zika, dengue e chikungunya e controle do Aedes aegypti em Minas Gerais.

O projeto, elaborado e conduzido pelo Centro de Pesquisas René Rachou (Fiocruz Minas), conta com diferentes parceiros no estado, como a ESP-MG, a SEE-MG e a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e baseia-se na como uma estratégia operacional do Sistema Único de Saúde (SUS).

Danielle Costa Silveira e Rose Ferraz Carmo

De acordo com Rose Ferraz Carmo*, a proposta busca refletir sobre as possíveis contribuições que ações territorializadas de vigilância podem trazer para a atualização do debate sobre determinação social da saúde. “A intersetorialidade de políticas públicas e a mobilização social no contexto da tríplice epidemia, podem contribuir com a operacionalização da vigilância em saúde nos territórios”, explica.

Danielle Costa Silveira**, também comentou sobre a importância do projeto, das experiências de trabalho com os comitês e dos resultados já alcançados que, inclusive, foram apresentados por ela na Feira de Soluções para a Zika, em Salvador/BA, no início do mês de agosto deste ano. “O trabalho foi um dos apresentados na mesa “Mobilização social como estratégia de prevenção e combate ao Aedes aegypti”. O evento reuniu mais de mil pessoas, entre gestores, pesquisadores, estudantes, profissionais de saúde, sociedade civil e famílias cujas crianças foram infectadas pelo zika vírus”, disse. 

Resultados

Na oportunidade, a coordenadora do projeto, Zélia Maria Profeta da Luz, diretora da Fiocruz Minas, apresentou resultados parciais do projeto e uma proposta de agenda para as próximas atividades.

A estruturação da proposta envolveu a conformação de comitês populares em escolas estaduais de 16 superintendências de ensino de Minas Gerais e traz como inovação a formação dos integrantes a partir de uma plataforma on-line, construída de forma a contribuir com a acessibilidade de usuários com diferentes níveis de conhecimento de ferramentas digitais e com disponibilidade de diferentes tipos/velocidades de internet e interatividade, disponibilizando materiais educativos, acompanhamento por tutores, interlocução com outros comitês e geração de banco de dados.

*Graduada em Medicina Veterinária, pós-doutora em Saúde Coletiva pela Fiocruz Minas. É Analista em Educação e Pesquisa em Saúde da ESP-MG.

**Graduada em Enfermagem, doutoranda em Saúde Coletiva pela Fiocruz Minas. É Analista em Educação e Pesquisa em Saúde da ESP-MG.

Por Sílvia Amâncio

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