De 01 a 30 de abril, acontecem as pré-conferências das undiades básicas de saúde de Belo Horizonte (MG). A Escola Pública de Saúde do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) recebeu, nesta quarta-feira (19), em sua Unidade Sede, a conferência de seu vizinho, o Centro de Saúde Oswaldo Cruz, localizado no Barro Preto, região centro-sul da capital.

Ao todo, 152 conferências serão realizadas atendendo as unidades de saúde da região de Belo Horizonte. Usuários, trabalhadores e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) estiveram presentes para elegerem delegados de saúde nas conferências distritais em maio e, posteriormente na 14ª Conferência Municipal de Saúde de Belo Horizonte, nos dias 08, 09 e 10 de junho de 2017.

A Gerente do Centro de Saúde Oswaldo Cruz, Sirlene Vilela Amaral, destacou que "a partir do momento que o SUS universaliza o atendimento é mais que correto que, de uma forma democrática, todos estejam participando, sejam usuários, trabalhadores ou gestores. A proposta das pré-conferências locais é, justamente, atentar para peculiaridade de cada local", disse.

Controle Social

Também presente na mesa de abertura, o Conselheiro Municipal de Saúde do distrito Centro-Sul, Sérgio Hirle Souza, comentou sobre os próximos passos das conferências. “Este é o momento para a participação do público, de colocar em prática o controle social. Além de construir o Plano Municipal, essas propostas também irão colaborar para a construção do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), o ciclo do plano da gestão municipal anterior que se encerra agora em 2017, e em 2018 é preciso um novo PPAG, a ser encaminhado para o Secretário Municipal de Saúde da nova gestão da Prefeitura de Belo Horizonte, vigente até 2021”, explica.

Para a Diretora-geral da ESP-MG, Cida Veloso, sediar novamente a pré-conferência é reforçar a importância da democracia no SUS. “As Conferências de Saúde são espaças para o exercício do controle social do SUS. A participação de usuários, trabalhadores e gestores na formulação de propostas é de grande importância para garantir e definir políticas de saúde cada vez mais democráticas e inclusivas”, comentou.

Por Leíse Costa (Estagiária de Jornalismo (ASCOM/ESP-MG)