Com o tema “Educação a Distância na educação em saúde”, a trabalhadora da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), Anísia Chaves Silva, concluiu seu mestrado na última semana na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMinas), onde também se graduou em Psicologia.

A coleta de dados para a pesquisa foi realizada na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), que é instituição parceira da ESP-MG, junto à coordenação da Educação a Distância, o que segundo Anísia foi uma escolha com base em sua trajetória profissional e acadêmica, seu interesse em conhecer mais as tecnologias e seu uso na educação. “Foi uma experiência muito rica com pesquisa qualitativa e na busca de conhecimento sobre o uso das tecnologias digitais da informação e da comunicação nos processos de formação dos trabalhadores da saúde em uma instituição que tem Educação a Distância há 18 anos”, afirma.

Trajetória

Na ESP-MG desde 2009, primeiro como tutora na Educação a Distância e depois como Analista de Educação e Pesquisa em Saúde, a pesquisadora direcionou sua atuação profissional para os processos educacionais na saúde. “Atuei um pouco com a Clínica de Psicologia, mas minha atuação maior foi na Educação como docente de Psicologia da Educação e em programas de formação de trabalhadores em diferentes instituições públicas, tanto no ensino presencial como na modalidade a distância”, conta.

Com a EAD ela atuou na Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais (Utramig), no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e na Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Segundo Anísia, que faz parte do Grupo de Trabalho de Educação à Distância da Escola, a atuação com as tecnologias digitais através da EAD e sua aplicabilidade na formação dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) democratiza e amplia a formação desses trabalhadores no território nacional. “Por meio da pesquisa realizada sobre a EAD pude ampliar meus conhecimentos sobre a Educação Permanente em Saúde e aprender sobre os potenciais e as dificuldades encontradas na implementação dessa modalidade de ensino numa instituição pública”, diz ela.

A pesquisadora agora pretende continuar sua atuação com educação e com pesquisa na saúde, uma vez que o mestrado a permitiu conhecer metodologias de investigação e processos educacionais com o uso das tecnologias digitais.

Além do Grupo de Trabalho de Educação à Distância, a nova mestre da ESP-MG integrou o Grupo da Educação Permanente e Acreditação Pedagógica, que conduziu os processos de avaliação com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO).

Por Sílvia Amâncio